Geralmente quando viajamos deixamos a Margot no hotel para cachorros. Nas primeiras duas viagens ela voltou mais magra, sem energia, muito triste e com carrapatos (eca!). Mudamos de hotel e ela voltou completamente diferente: mais gordinha, feliz e limpinha, nem parecia que tinha ficado longe de nós. Mas dessa vez era uma viagem por um período longo com um voo de curta duração e como ficaríamos na casa de nossos pais, decidimos levar a pequena canina junto. E já que além de “mãe” de cachorro sou blogueira, aproveitei para levantar o maior número de informações possíveis para dividir com vocês.
Este era pra ser um post breve e feliz. Porém o que começou bem, por pouco não virou uma tragédia. E como a história é longa, vou dividir em etapas – a começar pela parte boa.

O procedimento para levar um cachorro no avião – nas viagens nacionais, que fique claro – não é complicado. Mesmo assim, eu liguei inúmeras vezes para a Tam para tirar minhas dúvidas. Em geral costumo fazer isso quando sou atendida por call center: ligo muitas vezes para testar todas as respostas e ter certeza que são consistentes. Em todas as vezes eles foram extremamente pacientes, pois o nível de detalhamento que pedi não foi pouco. Estava muito satisfeita com o atendimento.
- Se o cachorro + kennel não ultrapassarem 10kg, você pode levá-lo na cabine do avião. Mas observe que o kennel não pode ultrapassar 36 x 33 x 25 (C x L x A). Essas medidas são exigidas pois o kennel precisa caber embaixo do assento do passageiro. Ou seja, somente cachorros muito pequenos conseguem se encaixar nesses padrões.
- Uma dica: para levá-lo na cabine do avião, você não precisa comprar o kennel de plástico (pois ele é mais pesado), pode usar um modelo tipo sherpa-bag.
- Se o cão ultrapassar o peso permitido, ele deverá ir obrigatoriamente no porão.
- Para ir no porão, o cão deve estar acomodado num kennel resistente e com espaço interno suficiente para que ele dê uma volta em si mesmo, basicamente ele precisa ficar confortável ali dentro. Não é permitido levar comida dentro do kennel, apenas água.
- O cão precisa de um atestado de saúde do veterinário (válido por 10 dias a partir da data de emissão) + carteira de vacinação em dia. Então fique ligado, se a sua viagem durar mais de 10 dias você vai precisar de dois atestados.
- Para viajar com seu cachorro, é preciso pedir autorização da companhia com antecedência. Eles podem confirmar o embarque (ou não) até três dias antes da viagem. No nosso caso, eles confirmaram com bastante antecedência, aproximadamente um mês antes da viagem. Essa autorização é necessária porque há um limite de carga viva para cada avião.

- Algumas companhias aéreas não aceitam cães braquicefálicos, que são os cães de fucinho achatado, como os bulldogs, pugs, etc. Como esses cães podem ter crises de hipotermia e morrer, as companhias preferem não se responsabilizar por eles. A Gol é uma delas.
- A temperatura do avião é controlada, fica em torno de 18 a 25 graus. No entanto, a Tam me informou que na hora de decolar e aterrisar, a temperatura pode subir bastante. Essa informação me passaram somente uma vez, no entanto, foi numa ligação que me passaram direto para um setor responsável pelas cargas, não foi o call center que me informou.
- O momento do transporte de seu cão entre o terminal do aeroporto até a aeronave, não tem controle nenhum de temperatura. A Tam informou que a companhia tem 30 minutos para levar o cão do terminal até a aeronave, basicamente o mesmo tempo que eles têm para embarcar as malas. Trinta minutos num sol de quarenta graus num kennel de plástico, é praticamente um forno. Por isso, dê preferência para voos noturnos. Se o seu cão é braquicefálico, não viaje com ele durante o dia em hipótese nenhuma.
- Acostume seu cachorro com o kennel. Seu cão já ficará ansioso e estressado por estar num ambiente diferente e se você optar por enclausurá-lo somente no dia da viagem, ele ficará mais estressado e ansioso ainda. Nós fizemos assim: compramos o kennel com 3 meses de antecedência e colocamos a cama da Margot dentro dele. Todas as noites ela dormia no kennel, porém com a porta aberta, como se fosse uma casinha de cachorro. Faltando duas semanas para a viagem, começamos a trancá-la gradativamente no kennel. No primeiro dia, a trancamos umas 3 vezes por 5 minutos, depois aumentamos para 10 e assim por diante. Cada vez que a retirávamos, ela ganhava um biscoito como prêmio.
- Outra forma é andar com o kennel dentro do carro. Ele irá se acostumar aos poucos a estar dentro da caixa em movimento e saberá que está seguro. Sempre dê um biscoito ao soltá-lo, ele precisa ser recompensado pelo bom comportamento, especialmente na fase de treinamento.
- Não dê sedativos se o veterinário não recomendar. No caso dos braquicefálicos NUNCA dê sedativos.
- Suspenda a comida no dia da viagem, para evitar vômitos. Isso também evitará que o cachorro faça as necessidades no kennel.
- Para água, você pode usar um bebedouro especial para kennel, porém precisa treinar seu cão para utilizá-lo.
- Chegue no aeroporto com 1:30 de antecedência.
E você, já embarcou com seu cachorro num avião? Que outros conselhos daria?
Foto 2 en Viajando de avião com seu pet ? antes de embarcar: pega esta imagen en tú pagina, Foro, Myspace o Ebay con este código...
1. Caixa de transporte/Kennel.
2. Sherpa-Bag ou este modelo aqui.
3. Bebedouro para caixa de transporte Chalesco.
Vai viajar com seu cão? Veja a continuação da história:
O passo-a-passo do embarque.
O desembarque – e a quase tragédia
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